A palavra "Missa" é o particípio do verbo latino "mitere", que significa mandar, enviar, despedir. Com o tempo, o particípio adquiriu o sentido de substantivo: missão, despedida, dispensa. É que nos primeiros séculos do Cristianismo, os catecúmenos (fiéis ainda não batizados), depois do sermão do Evangelho, eram convidados a se retirar, eram dispensados, despedidos. Só os cristãos batizados podiam participar da cerimônia até o fim. Mais tarde a palavra Missa se estendeu a toda a Liturgia Eucarística.
Vamos até o Calvário. Está na hora de Jesus partir, a missão d'Ele chegou ao "fim", "tudo está consumado". Seu olhar se encontra com o olhar da Mãe, só os dois entendem o valor deste momento cruel. O coração de Jesus, vai parando, a cabeça, que pensara milhares de recursos para mudar o coração humano, se inclina. Os lábios que só tinham palavras de vida eterna, não se movem mais. Jesus entrega Seu espírito ao Pai e quer devolver Seu Corpo morto à Mãe, que espera ao pé da Cruz.
Começam a arrancar os pregos que prenderam as Mãos que ofereceram o Pão da Vida, acalmaram as tempestades, livraram os homens de suas misérias. Estão roxas, o sangue não circula mais, o Coração foi aberto pela lâmina fria. Arrancaram também os cravos dos pés que procuraram a ovelha perdida, que deixaram marcas no pó da estrada da Palestina, ensinando o Caminho do céu.
Trinta e três anos antes, o "céu" colocou um Menino cheio de vida nos braços de Maria; agora a terra O devolve morto. Os olhos de Maria fitam os de Jesus: estão fundos, vidrados, sem brilho, não reagem mais. O Corpo, quase não dá mais para reconhecê-Lo. Mas porque fizeram tudo isso com Jesus? Foi Ele próprio e o Pai que quiseram assim. Nenhum evangelista diz que Jesus morreu, e sim "Ele rendeu seu Seu espírito". "Não foi a morte que se aproximou d'Ele, foi Ele que foi ao encontro na morte", diz o pensador. Ele deu Sua Vida para servir, por que nos ama, e não foi obrigado ou condenado a isto, que não teria valor se isto não tivesse acontecido.
Acabou a Obra de Jesus e começou a nossa. Ele precisa dos nossos pés, mãos, lábios, corações, enfim todo o nosso ser para continuar sua obra no mundo. "Tome a sua Cruz e siga-me", é palavra de ordem. "Completo em mim o que falta à Paixão do Senhor", nos ensina Paulo.
A Missa traz, de novo, presente esta realidade: "Fazei isto em memória de Mim". Realiza-se sobre o altar tudo aquilo que Ele realizou. E nós aclamamos: "Recordamos ó Pai, neste momento a Paixão de Jesus, Nosso Senhor, e sua Ressurreição e Ascensão...".
"A Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo por nossa Salvação e por nosso amor é exercida novamente, cada vez que se celebra o sacrifício da Missa", nos ensina a Igreja. "Todas as vezes que comerdes desde Pão e beberdes deste Cálice, anunciareis a Morte do Senhor até que Ele venha" (1Cor 11, 26).
Uma coisa é fundamental na Missa:1ª) O sacrifício, isto é, oferecer de novo a Deus Aquele que Se entregou no Calvário;
"A Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo por nossa Salvação e por nosso amor é exercida novamente, cada vez que se celebra o Sacrifício da Missa"
E ai, vai continuar a bater palmas na Missa, e fazer danças etc.? Lembre-se ↑ "Sacrifício da Missa"

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