terça-feira, 15 de outubro de 2013

Uma Tradição Ininterrupta

Quando lemos, no missal romano, a sua grande introdução que falada eucaristia, encoraja uma importante anotação: a ceia eucarística segue, desde o principio, até os nossos dias, uma tradição que jamais se interrompeu. Quando Jesus, na última ceia sagrada, nos presenteou com um ritual, ainda simples e original, estava inaugurando uma longa inauguração uma longa tradição que permeia a história do cristianismo, fazendo que seja um rito fontal, que alimenta e sacia a sede de nossa fé ao longo de tantos séculos.
      Todas as vezes que estamos participando da ceia eucarística estamos buscando, no rito da história do cristianismo, a força que mantém viva a nossa tradição, para que todos sejam unificados no mesmo Senhor, por meio de seu corpo e seu sangue. A Eucaristia une, por assim dizer, os povos de todos os tempos e de todos os lugares, na mesma Fé e na mesma tradição.

Ceia derradeira: Evento fundante da Eucaristia 

     Quando participamos da ceia, não precisamos de grande atenção para reconhecer que estamos revivendo os passos derradeiros de Jesus e o ritual do Pessah - a Páscoa antiga - que Ele viveu com seus discípulos às vésperas de sua paixão final. Para intensificar sua convivialidade com seus seguidores, Jesus quis celebrar a ceia. convidou-os para participar da sua mesa. Sabiam da gravidade daquele momento, mas o acolheram com simplicidade e com silenciosa alegria. A missa refaz este ritual, inclusive mantendo os gestos, os símbolos e as palavras do Mestre. O ritual se enriqueceu grandemente e se enriquece em cada comunidade celebrante que apresenta sua riqueza e seus dons. Os rituais de nossas ceias eucarísticas consideravam, em suas variações, o núcleo da última ceia. A ceia de Jesus é a prefiguração de nosso ritual. Bem mais complexo em nossos tempos, pois assimilou riquezas culturais dos povos. Foi formando-se a Tradição do ritual da missa, que se completa cada vez, por ceia não é um fato histórico, as um acontecimento vivo e eterno, que a gente revive e renova em nossas vidas. Ele acontece como se Jesus estivesse conosco, ceando em nossa mesa, que é sua mesa, onde somos convidados especiais. Este é o evento fundante, o núcleo e o coração da missa. A atitude de Jesus, que reúne seus seguidores, que toma o pão e o vinho, que diz palavras misteriosas, é a fonte original deste rito de nossa tradição. Precisamos conhecer este rito para reconhecermos sua riquezas, seus mistérios escondidos, sua beleza e sua importância em nossa vida. Este é o evento fundante da nossa ceia na missa diária ou dominical. É nossa páscoa perpétua.

"... Eucaristia: Síntese de toda a história da Salvação..." (Santo Ireneu de Lião)



segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Cântico de Ingresso


     A Liturgia da missa, na tradição romana se inicia com o cântico de ingresso. Os estudiosos procuraram entender o significado desde cântico, bem como sua origem histórica. Temos insistido que o ritual da ceia é uma construção histórica, onde as comunidades cristãs, partindo dos relados e das memórias dos apóstolos, foram organizando um ritual que fosse eficiente para reviver o grande mistério da eucaristia.
     A primeira notícia que temos de um cântico de ingresso está registrada no Liber Pontificalis. Este volume litúrgico é um modelo antigo de ritual para a Igreja de Roma, promulgado pelo Papa Celestino I, no século V, para a celebração da missa nas várias comunidades.
     O cântico de ingresso de inspira nas sagradas escrituras, que recordam que Davi cantava salmos antes de celebrar o sacrifício. Também a comunidade cristã eleva salmos a Deus antes de recitar os evangelhos e celebrar o sacrifício do Senhor. Cantar salmos é um título genérico para todas as louvações a Deus.
     Este cântico está colocado no início da celebração, como forma preparatória da comunidade para congregar o povo fiel, e elevar seu espírito para viver mais profundamente os mistérios pascais.
     Como se trata de uma elaboração histórica, nem sempre houve este modelo ritual. Em algumas comunidade, iniciavam-se os rituais com as leituras e somente depois se elevavam salmos e se faziam as reflexões penitenciais. No entanto, o ritual romano sempre contemplou este modelo, desde suas origens mais antigas.
     Conforme o Ordo Romanus I (Ritual Romano), que é o ritual oficial de quase toda Igreja Cristã do Ocidente, unida a Roma, este cântico tem antes de tudo uma preocupação espiritual e pastoral. Com este Canto, os fiéis se concentraram na celebração, ao mesmo tempo que a assembléia (ministrantes e povo) é composta. Podemos arriscar dizendo que é semelhante à composição de uma corte ou de um tribunal, como seus ministérios, lugares específicos e funções bem determinadas.
     Enquanto o presidente da celebração e seus ministros se dirige ao altar, os fiéis cantam salmos, antífonas ou poemas que sintetizam o mistério que a comunidade está por celebrar.
     Com o Concílio Vaticano II, este canto de entrada acabou deixando de sustentar a entrada dos ministros, que saíam diretamente da sacristia. Nos últimos anos, estamos recuperando esta riqueza ritual e os ministros fazem cortejo da porta até o altar, como o Papa realizava em Roma desde os primórdios. A riqueza dos cantos se acompanhava com turíbulo e incensações. 

sábado, 12 de outubro de 2013

Beato João Paulo II sobre Nossa Senhora

Da Homilia na Dedicação da Basílica Nacional de Aparecida, do papa João Paulo II

A devoção a Maria é fonte de vida cristã profunda 

   “Viva a Mãe de Deus e nossa, sem pecado concebida! Viva a Virgem Imaculada, a Senhora Aparecida!”    Desde que pus os pés em terra brasileira, nos vários pontos por onde passei, ouvi este cântico. Ele é, na ingenuidade e singeleza de suas palavras, um grito da alma, uma saudação, uma invocação cheia de filial devoção e confiança para com aquela que, sendo verdadeira Mãe de Deus, nos foi dada por seu Filho Jesus no momento extremo da sua vida para ser nossa Mãe.
    Sim, amados irmãos e filhos, Maria, a Mãe de Deus, é modelo para a Igreja, é Mãe para os remidos. Por sua adesão pronta e incondicional à vontade divina que lhe foi revelada, torna-se Mãe do Redentor, com uma participação íntima e toda especial na história da salvação. Pelos méritos de seu Filho, é Imaculada em sua Conceição, concebida sem a mancha original, preservada do pecado e cheia de graça.
    Ao confessar-se serva do Senhor (Lc 1,38) e ao pronunciar o seu sim, acolhendo “em seu coração e em seu seio” o mistério de Cristo Redentor, Maria não foi instrumento meramente passivo nas mãos de Deus, mas cooperou na salvação dos homens com fé livre e inteira obediência. Sem nada tirar ou diminuir e nada acrescentar à ação daquele que é o único Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, Maria nos aponta as vias da salvação, vias que convergem todas para Cristo, seu Filho, e para a sua obra redentora.         Maria nos leva a Cristo, como afirma com precisão o Concílio Vaticano II: “A função maternal de Maria, em relação aos homens, de modo algum ofusca ou diminui esta única mediação de Cristo; antes, manifesta a sua eficácia. E de nenhum modo impede o contato imediato dos fiéis com Cristo, antes o favorece”.
    Mãe da Igreja, a Virgem Santíssima tem uma presença singular na vida e na ação desta mesma Igreja. Por isso mesmo, a Igreja tem os olhos sempre voltados para aquela que, permanecendo virgem, gerou, por obra do Espírito Santo, o Verbo feito carne. Qual é a missão da Igreja senão a de fazer nascer o Cristo no coração dos fiéis, pela ação do mesmo Espírito Santo, através da evangelização? Assim, a “Estrela da Evangelização”, como a chamou o meu Predecessor Paulo VI, aponta e ilumina os caminhos do anúncio do Evangelho. Este anúncio de Cristo Redentor, de sua mensagem de salvação, não pode ser reduzido a um mero projeto humano de bem-estar e felicidade temporal. Tem certamente incidências na história humana coletiva e individual, mas é fundamentalmente um anúncio de libertação do pecado para a comunhão com Deus, em Jesus Cristo. De resto, esta comunhão com Deus não prescinde de uma comunhão dos homens uns com os outros, pois os que se convertem a Cristo, autor da salvação e princípio de unidade, são chamados a congregar-se em Igreja, sacramento visível desta unidade humana salvífica.
    Por tudo isto, nós todos, os que formamos a geração hodierna dos discípulos de Cristo, com total aderência à tradição antiga e com pleno respeito e amor pelos membros de todas as comunidades cristãs, desejamos unir-nos a Maria, impelidos por uma profunda necessidade da fé, da esperança e da caridade. Discípulos de Jesus Cristo neste momento crucial da história humana, em plena adesão à ininterrupta Tradição e ao sentimento constante da Igreja, impelidos por um íntimo imperativo de fé, esperança e caridade, nós desejamos unir-nos a Maria. E queremos fazê-lo através das expressões da piedade mariana da Igreja de todos os tempos.
    A devoção a Maria é fonte de vida cristã profunda, é fonte de compromisso com Deus e com os irmãos. Permanecei na escola de Maria, escutai a sua voz,segui os seus exemplos. Como ouvimos no Evangelho, ela nos orienta para Jesus: Fazei o que ele vos disser (Jo 2,5). E, como outrora em Caná da Galiléia, encaminha ao Filho as dificuldades dos homens, obtendo dele as graças desejadas. Rezemos com Maria e por Maria: ela é sempre a “Mãe de Deus e nossa”.

Sejam Bem Vindos!!!

Paz e Bem, Caro visitante. "Graça e paz a vós da parte de Deus nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo." (II Tessalonicenses 1,2) Nosso blog, tem a finalidade de mostrar-vos a grandeza da Santa Mãe Igreja. Com notícias, curiosidades, enquetes, estudos, e várias outras coisas... Espero, que curtam e sigam nosso Blog e também curtam nossa página no Facebook: https://www.facebook.com/agloriadaigreja Deus vos Abençoe!!! Paz e Bem.